Das vezes que procurou, achou que a tinha encontrado. Foram-se polvinhando pelo caminho, em todos os caminhos. E, reconhecendo trilhos semelhantes, ideias díspares iam-se fundindo, tornando-se unas – como uma vez foram.
Um mais um.
Sempre que partilharam páginas, frames ou sons juntos, naquelas carruagens, foram um pouco mais felizes. Certamente, cresceram. Por certo, ele não se engana quando pensa que do outro lado também se evoluiu. E quando as vozes falaram mais alto, exaltadas, o coração ficou um pouco mais pequeno. Ainda lhe dói saber que o distante venceu o próximo. Ou que aquilo que é dito ao longe magoa mais do que os abraços (que bons!) e que uns lábios colados (…!). Sempre à chegada.
Já no cais de embarque, com os pés a bater no chão, criaram fissuras fortes, dilatadas. Como o tempo, que os afasta. Merda de tempo, merda de diferenças. Ali, tudo se junta.
São passos apressados, como corações em passos de dança acelerados. Dão voltas sem sair do mesmo sítio porque os corpos sabem bem por onde vão. Linhas que os guiam a torto e, atordoados, vagueiam.
Por ali mesmo, saem e desatam a correr perdidos
em pensamentos
dos pés nascem as ilusões diárias. O que podem fazer se têm onde ir? Minutos contados por outros e ditos por quem ali não está. Mãos nos bolsos porque nas consciências pesam mais. e na liberdade de cada um mandam muitos.
Desvios impostos como os que a cada trinta dias são.
Um mais um.
Sempre que partilharam páginas, frames ou sons juntos, naquelas carruagens, foram um pouco mais felizes. Certamente, cresceram. Por certo, ele não se engana quando pensa que do outro lado também se evoluiu. E quando as vozes falaram mais alto, exaltadas, o coração ficou um pouco mais pequeno. Ainda lhe dói saber que o distante venceu o próximo. Ou que aquilo que é dito ao longe magoa mais do que os abraços (que bons!) e que uns lábios colados (…!). Sempre à chegada.
Já no cais de embarque, com os pés a bater no chão, criaram fissuras fortes, dilatadas. Como o tempo, que os afasta. Merda de tempo, merda de diferenças. Ali, tudo se junta.
São passos apressados, como corações em passos de dança acelerados. Dão voltas sem sair do mesmo sítio porque os corpos sabem bem por onde vão. Linhas que os guiam a torto e, atordoados, vagueiam.
Por ali mesmo, saem e desatam a correr perdidos
em pensamentos
dos pés nascem as ilusões diárias. O que podem fazer se têm onde ir? Minutos contados por outros e ditos por quem ali não está. Mãos nos bolsos porque nas consciências pesam mais. e na liberdade de cada um mandam muitos.
Desvios impostos como os que a cada trinta dias são.
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